O desenhista Álvaro Maia e o professor de artes visuais Pablo Marquinho irão participar do Festival Internacional de Quadrinhos(FIC) nesta quarta-feira (22), para o lançamento da obra “Vicente - Lua Cheia”, lançado pela editora Brasa. O evento ocorre a cada dois anos em Belo Horizonte (MG).A história, conforme Álvaro explica, se passa no Tocantins e acompanha um menino que precisa retornar para casa para enfrentar um monstro que assola o sítio de sua família. Esse monstro, chamado de capelobo, é uma criatura da mitologia local, uma mistura de homem com anta. O menino elabora um plano para derrotar o capelobo, mas acaba se perdendo no caminho. No decorrer da história, ele é salvo por uma série de eventos inesperados, que o levam a encontrar uma solução inusitada para enfrentar o monstro.Leia também: Saiba o que é melhor comer no café da manhã quando se faz dieta para emagrecer Mais de 2,4 mil candidatos faltam ao vestibular da UFT; taxa de abstenção supera 29%Com projetos em andamento e a expectativa de lançamentos futuros, Álvaro Maia, em entrevista para o JTo, comenta que pretende dar continuidade à história de Vicente. “A ideia é ter uma série, já estamos desenvolvendo o Terra Morta, mas ele tem história aí para uns quatro”, relata.O foco deles é representar a identidade tocantinense em seus trabalhos, que valorizem elementos como a cultura regional e a diversidade étnica. "É importante que nossos personagens e histórias reflitam a realidade local, proporcionando às crianças tocantinenses uma narrativa com a qual possam se identificar", destaca Pablo, professor de artes visuais.Pablo Marquinho, comenta que a jornada no mundo dos quadrinhos teve início há cerca de dois anos, durante a pandemia. "Sempre gostei de contar histórias, escrever e desenhar, e a produção de quadrinhos ganhou mais espaço na minha vida nesse período", compartilha Pablo.Ao lado de Álvaro, o interesse por quadrinhos para ele começou na infância e se solidificou durante os estudos de jornalismo, na Universidade Federal do Tocantins (UFT). "Eu desenho desde criança, sempre quis fazer quadrinhos, mas foi há uns três anos que comecei a me dedicar profissionalmente a isso", explica Álvaro. A partir de então, a dupla passou a publicar pelo edital Lealdir Blank (municipal) e pelo Paulo Gustavo (estadual).No entanto, os desafios para publicar um livro ou HQ ainda são muitos. O principal obstáculo é o financiamento, que demanda tempo e recursos para garantir a qualidade do trabalho. "Os editais têm sido fundamentais para viabilizar nossos projetos, proporcionando o tempo necessário para pesquisar, escrever, desenhar e diagramar nossas obras", ressalta Álvaro.A repercussão positiva junto ao público infantil é um estímulo, que vê na falta de produções locais uma oportunidade de preencher essa lacuna. "As crianças se identificam com nossos personagens e histórias, o que nos motiva a continuar produzindo conteúdo de qualidade para esse público tão importante", afirma Pablo.Para aqueles interessados em adquirir o novo lançamento da dupla que está na pré-venda no site da Editora Brasa, com desconto especial, basta clicar aqui.*Morgana Gurgel é integrante do programa de estágio entre Jornal do Tocantins e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob orientação de Raphael Pontes