O Tribunal Superior do Trabalho manteve condenação da Toyota ao pagamento de 238 mil reais por danos morais a um líder de equipe que sofreu assédio moral praticado por um subordinado. A Corte entendeu que a empresa tinha conhecimento das agressões e mesmo assim não tomou medidas capazes de impedir a continuidade delas. O empregado trabalhou durante 20 anos na montadora e disse que os episódios de assédio aumentaram a partir de 2014, quando passou a liderar a equipe de melhoramento da fábrica de São Bernardo do Campo/SP. Asseverou que um técnico em química subordinado a ele fazia ofensas constantes e se recusava a respeitar sua autoridade, humilhando-o constantemente. A vítima desenvolveu quadro de depressão e reclamações foram encaminhadas à empresa, mais de 15, ao longo de dois anos, sem que a situação fosse resolvida. A Toyota se defendeu dizendo que a doença não tinha relação com o trabalho. Testemunhas confirmaram as agressões do subordinado.