No Espírito Santo um homem foi preso suspeito de planejar a morte do próprio filho, de 8 anos de idade, apenas para deixar de pagar pensão alimentícia à ex-companheira. Segundo o G1, a investigação começou depois que a empresa OpenAI, responsável pelo ChatGPT, identificou mensagens em que o usuário relatava o plano criminoso e repassou os dados às autoridades norte-americanas, sendo que o FBI encaminhou ao Ministério da Justiça brasileiro, que as remeteu á Polícia Civil do Espírito Santo. O homem foi preso na zona rural de São Gabriel da Palha, no noroeste do estado, e nas conversas de inteligência artificial ele afirmou que pretendia contratar um pistoleiro para matar o filho e mencionou a arma, corda e substâncias usadas como veneno. Segundo as investigações, ele também teria manifestado intenções de promover ataques contra escolas, igrejas e autoridades públicas. Ele foi preso preventivamente e o inquérito segue em andamento, mas levanta algumas questões a respeito do uso da IA. As conversas por IA são sigilosas? Elas podem servir como prova? O suposto planejamento de um crime pode gerar responsabilização penal?