Ao defender uma empresa processada por ter um trabalhador perdido a mão, a advogada citou o presidente Lula como exemplo de alguém que sofreu algo parecido, não ajuizou ação e continuou trabalhando. Isso gerou repúdio por parte da representante do Ministério Público do Trabalho. A advogada Lidiane Paula de Sousa Albieri, que defendia a empresa, afirmou tudo isso em sustentação oral. Disse, ainda, que diferentemente de Lula, o trabalhador teria desobedecido ordens do supervisor no momento do acidente, o que, segundo ela, afastaria a responsabilidade da ré, resultando em culpa exclusiva. A procuradora Thaylise Campos repudiou a comparação entre os acidentes: “Não louvamos o fato de que determinada pessoa sofreu um acidente de trabalho e, veja bem, aplausos, ela não foi atrás dos seus direitos. Nós não fazemos isso. Cada trabalhador que se acidenta, cada um que morre, é uma parte da gente que está morrendo também”, concluiu. A condenação da empresa foi mantida. (Processo 0000306-50.2024.5.23.0102).