O Tribunal de Justiça Carioca aumentou de 20 mil para 35 mil a indenização por danos morais que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ pagará a três candidatas negras obrigadas a prender os cabelos crespos para entrar em sala e realizar prova de residência em saúde. A Corte entendeu que houve discriminação indireta e racismo institucional. Segundo consta, essa exigência não estava prevista em edital e não foi feita às demais participantes, mas dirigida apenas às candidatas negras. O relator entendeu que o tratamento diferenciado dirigido a um grupo racialmente identificável viola a Constituição e o Estatuto da Igualdade Racial, além de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. (Processo 3004575-21.2025.8.19.0001). Os artigos publicados não refletem a opinião do Jornal do Tocantins. Sua publicação obedece ao propósito de estimular e fomentar a diversidade e o debate de temas locais, nacionais ou mundiais.