Além da falta de sinalização histórica, os túmulos das vítimas diretas do césio 137, enterradas no Cemitério Parque, em Goiânia, sofrem com a ausência de normas específicas de cuidados e manutenção. É o que afirma o gerente do Centro de Atendimento Administrativo de Cemitérios e Central de Óbitos, Judson Kennedy, que agora busca uma orientação, enquanto tenta atualizar os registros de outros radioacidentados posteriormente sepultados na capital. Lá foram enterrados os corpos de Leide das Neves, a vítima direta mais jovem do acidente radioativo, que morreu aos 6 anos; Maria Gabriela Ferreira, tia da menina e quem levou a cápsula para a Vigilância Sanitária, possibilitando a descoberta da contaminação; Israel Baptista dos Santos e Admilson Alves de Souza, ambos funcionários do ferro-velho onde a cápsula que abrigava a substância foi manipulada.