Maria Gabriela, de 35 anos, e Leide das Neves, de 6, morreram vítimas do césio-137, em Goiás (Reprodução/TV Anhanguera) Desde a inocência da menina Leide das Neves até a coragem de Maria Gabriela Ferreira, as trajetórias dos atingidos pelo Césio-137, em 1987 voltaram ao centro do debate público com o lançamento de produções de ficção. A pequena Leide das Neves, de apenas 6 anos, tornou-se o símbolo mundial do acidente após ingerir o pó radioativo misturado a um ovo cozido durante o lanche. Filha de Ivo Alves Ferreira, a criança encantou-se com o pó que "brilhava no escuro", sem saber que o material era letal, tornando-se a primeira das principais vítimas da negligência de um instituto médico. Sua morte, ocorrida em 23 de outubro de 1987, foi marcada por um dos episódios mais cruéis da história de Goiás: seu sepultamento, em um caixão de chumbo de 600 quilos, foi alvo de pedradas e protestos de moradores que, por medo da contaminação, tentaram impedir o enterro no Cemitério Parque, em Goiânia.