Uma área de 3.314,45 hectares de vegetação nativa do Cerrado, desmatada ilegalmente, será recuperada no Tocantins após um acordo firmado pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). A extensão corresponde a mais de 4,6 mil campos de futebol. O acordo, considerado histórico pelo MPTO, foi assinado na última quinta-feira (16) por meio de dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o Grupo São Miguel, antigo Diamante Agrícola. A recuperação ambiental envolve as fazendas Diamante, Ouro Verde, Safira e Santa Maria, localizadas em Lagoa da Confusão e Cristalândia, no sul do estado. Segundo o Ministério Público, a assinatura dos TACs encerra uma disputa judicial que durava mais de dez anos. No documento, os sócios do grupo reconheceram que intervenções feitas após 2008 nos varjões do Rio Formoso foram ilegais e causaram danos ao bioma Cerrado e aos recursos hídricos. Eles também apresentaram um pedido formal de desculpas à sociedade tocantinense.