Quase 40 anos depois, Goiânia ainda tem sete imóveis sendo monitorados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) em razão do acidente radiológico com a cápsula de Césio-137, em setembro de 1987. Encontrada abandonada por dois coletores de material reciclável, ela foi depois violada e o isótopo radioativo se espalhou por vários pontos de bairros centrais da capital – notadamente os setores Central e Aeroporto. O monitoramento, a partir de levantamentos radiométricos, é semestral e realizado com medição por técnicos da comissão. Porém, 38 anos e meio após a tragédia, as medições mostram que as taxas permanecem dentro no limite de dose efetiva de radiação, de 1 milisievert (mSv) por ano, índice para indivíduos do público em geral. Ou seja, a área desses imóveis afetados à época hoje segue com o padrão radioativo normal e esperado para qualquer local de qualquer cidade, segundo a CNEN. Dos sete imóveis, e ainda acrescentando outros locais marcados na história do acidente – como a clínica abandonada que guardava a cápsula de césio, o hospital que recebeu as vítimas, o estádio que se tornou centro de triagem e uma recicladora –, apenas dois não ganharam novos usos até hoje.