Como um cidadão brasileiro, goiano/tocantinense, (goiano por haver nascido em Goiânia, capital de Goiás, e tocantinense por trazer nas veias o sangue paterno, filho de Dianópolis, situada no Sudeste do Tocantins e hoje residente em nossa bela Capital, Palmas),é oportuno fazermos uma reflexão sobre este momento que passa o nosso Brasil.

Vivi alguns anos nos Estados Unidos da América, um país capitalista que busca a excelência no desenvolvimento humano e econômico, que prioriza a liberdade, a ética na forma de viver de cada um, respeitando os direitos constitucionais e sociais no contexto de uma sociedade “freedom”, de lindos campos e flores com uma organização social de extrema excelência. E assim, como nos EUA, encontramos no mundo, diversos países que vivem os valores éticos de uma sociedade justa, respeitando o maior bem de todos, o que nasce em si, seu caráter e a moral no interiore hominis habitats.

Assistimos, lemos e navegamos nas mídias internacionais e o que vislumbramos nas maiores capas de revistas, reportagens, vídeos e todo universo midiático são grandes executivos de sucesso, pessoas que trabalham e obtém resultados na geração de empregos e impostos e de pessoas que são solidárias aos que mais necessitam, de grandes homens da educação na busca da melhoria do próximo, de internacionalização de valores e demais ações para uma sociedade igualitária e justa. Enquanto no nosso País, constatamos inúmeras e incontáveis inversões de valores, quando a incompetência assume lugares de comando e decisões, empurrando o Brasil para corredores escuros e difíceis saídas.

País de dimensões gigantescas, continentais, por muitas vezes reduzido à igualdade de republiquetas em função de tantos desmandos e desacertos por parte daqueles que se acham donos do poder e da razão. País constituído de povo miscigenado e de origem simples, indígena, portuguesa e africanos, que já viveu momentos de liberdades plenas, democráticas, ditaduras, repressões, e hoje vive a uma democracia propugnada pela Constituição, muito embora não possamos definir com exatidão no momento atual qual sistema político estamos vivendo.

Tudo isso se observamos com a razão isenta de paixões políticas ou interesses pessoais, mas num ângulo geral, podemos constatar, como afirmamos acima, que vivemos em um País de inversões, de realidades contraditórias, onde no todo, do cenário midiático assistimos e lemos, que políticos de todas as estirpes, empresários e outros que deveriam servir de exemplos, envolvidos em propinas, presos, respondendo processos criminais, com vários membros das duas casas do Congresso, Senado e Câmara em busca de interesse próprios, partidos buscando suas reais vantagens para as eleições, tudo isto como capa de revista e sites.

A título de comparação enquanto no campo da justiça internacional, lemos súmulas e jurisprudências de excelências em favor do bem comum e do bom senso para a realidade ética e moral de uma sociedade justa e igualitária, em nosso País das inversões, constatamos as benesses da Lei aos mais favorecidos financeiramente, a imoralidade nos julgamentos, a falta de bom senso no cumprimento da Carta Magna.

Aos leitores e amigos, deixo neste artigo palavras que se fazem em lágrimas de um cidadão brasileiro que acredita na fé, no amor e na caridade ao próximo e que possamos nos mais belos e mais profundos sentimentos de luz trazer a verdade ao coração e aos olhos daqueles que são coparticipantes e responsáveis pela justiça e pela política e que o verdadeiro Senhor nos faça, cada um com sua parcela de contribuição, instrumentos de energia positiva para que, possamos um dia, não muito distante, constatar o aprendemos na infância: que o bem vença o mal. E quem sabe em breve podermos ratificar o que está inserido em nosso hino nacional: Ouviram do Ipiranga às margens plácidas, de um povo heroico o brado retumbante. E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da Pátria nesse instante...



Leonardo Luiz Ludovico Póvoa
é poeta, cronista e administrador.

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