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Especialistas alertam sobre uso correto do agrotóxico

A relação entre o agrotóxico e a produção é um tema complexo. “Se não usar não colhe, é uma ligação direta. Dependendo da necessidade, do tipo de cultura, da quantidade e espécie de praga, se não tiver o defensivo você não produz nada”, avaliou o engenheiro agrônomo Rudi Ernani Adorian Klein. Ele explicou que o uso inadequado, sem receituário, a super dosagem e a falta de orientação técnica que são prejudiciais. Klein defendeu que o uso correto dos defensivos envolve quantidade do produto, especificidade da cultura e também é preciso observar o meio ambiente. “Isso significa que se é próximo a rios é preciso escolher um produto que não prejudique os peixes, é preciso considerar uma agressão mínima ao meio ambiente”, frisou. Com atuação no Estado desde 1986, Klein avalia que o uso de agrotóxico tem diminuído em questão de dosagens e faixa de risco.

O diretor de Vigilância Sanitária no Tocantins, Thiago Botelho, também frisou que o grande problema em relação ao agrotóxico é o manejo inadequado, sem seguir as instruções. Ele defendeu que o ideal para a saúde é usar produtos livres de agrotóxico, mas como não existe oferta suficiente, o consumidor deve priorizar o consumo de frutas e hortaliças da estação, que tem uma quantidade menor de defensivo e fazer uma lavagem correta antes de consumir. Botelho disse que de 2001 para cá, com o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), houve uma redução considerável na quantidade de agrotóxico encontrado em morangos e uvas, além de outros produtos. Sobre a liberação de defensivos, ele explicou que a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) define produtos e quantidade, tendo em vista a saúde da população.

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