Estado

Verba afeta política pública

A crise financeira também atinge as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher, conforme a diretora de políticas para mulheres da Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju), Ana Maria Vanderlei. “A política para as mulheres é a solução para a violência, e eu falo da violência urbana. E todas as violências que temos presenciado devem-se à violência doméstica. O ser humano não nasce violento, ela é aprendida, e sendo assim, é plenamente possível desaprender”, pontua.

Ainda para a diretora, se não for resolvido o problema da violência doméstica, o problema vai continuar. “Mas ocorre uma crise financeira no País, que tem ‘maiores urgências’ do que a política para as mulheres, e de tal maneira, ela enfraqueceu.”, comenta, ressaltando a retirada da autonomia da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que tinha status de Ministério e dialogava diretamente com a Presidência da República.

Quando isso aconteceu, Ana Maria disse que a situação da violência doméstica aumentou, citando o Mapa da Violência divulgado o ano passado, que apontou o Estado como um dos mais locais onde as mulheres mais sofrem agressões. Ainda para a diretora, sobre a informação às mulheres sobre os direitos no caso de violência, a pasta procurou fazer através de unidades móveis, porém os resultados não são imediatos. “Eles são tão lentos quanto os séculos que tivemos que conviver com o machismo, para a gente agora desconstruir isso. Demora um pouco. Ainda é um pouco confuso porque aprendemos que a mulher não nasceu para exercer outras funções além da doméstica, mas hoje temos um entendimento diferente”. A diretora diz ainda que “em 2016 foi ano de preparação e acredito que 2017 não deve ser fácil. Mas em 2018 a coisa começa a caminhar um pouco mais seguro em 2018, mas isso não desencanta nem desestimula”.

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