Estado

Família diz que apurou homicídio de empresário

Carro de Rejânio foi achado queimado sem sinais do corpo

O inquérito que investiga o desaparecimento do empresário Rejânio Gomes Bucar, 52 anos, não foi concluído. O empresário está desaparecido desde 2 de dezembro de 2016. Na ocasião, o veículo dele havia sido localizado carbonizado no distrito de Taquaruçu, em Palmas, um dia após ter sido visto pela última vez. O deputado estadual Stalin Bucar, irmão de Rejânio, disse que a família fez investigações próprias que indicariam que o empresário teria sido morto por um suposto devedor. “O motivo era uma dívida que deviam pra ele no valor de R$ 150 mil e essa pessoa não tendo condições de pagar acabou encomendando o crime”, disse. Ainda de acordo com o deputado, o suspeito teria mantido relações empresariais com o desaparecido.

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Esta reportagem questionou a Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas a pasta informou que o inquérito está sob sigilo. “De acordo com o Delegado Vinícius Mendes, titular da Delegacia Especializada em Investigações Criminais Complexas (Deic) e responsável pelo caso, as investigações correm em sigilo, não podendo, no momento, ser divulgada ou repassada qualquer informação sobre o caso. Vinícius Mendes esclarece que as investigações sobre o caso em questão eram coordenadas, até o mês de fevereiro, pela Delegada Liliane Albuquerque, entretanto, a mesma foi cedida à Força Nacional de Segurança Pública, passando o caso à sua responsabilidade. O Delegado esclarece ainda que todas as medidas cabíveis já foram tomadas, no sentido de elucidar o caso”, diz a nota da SSP.

Uma audiência pública deve ser proposta na próxima semana na Assembleia Legislativa para ouvir famílias de desaparecidos e autoridades policiais. “É um sentimento de abandono. Os órgãos habilitados precisam fazer esse tipo de atendimento porque as pessoas ficam totalmente vulneráveis. É uma coisa que nunca imaginei e que não desejo para ninguém”, disse Stalin Bucar.

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