Estado

Corporações dizem que há harmonia entre polícias

Em entrevista coletiva realizada ontem no Palácio Araguaia, em Palmas, o comandante da Polícia Militar (PM), coronel Glauber de Oliveira Santos, e o subsecretário da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Abzair Paniago, afirmaram que as polícias Civil e Militar trabalham em harmonia, mesmo após o episódio que aconteceu na tarde ontem, relatado em redes sociais pelo delegado Cassiano Ribeiro Oyama, titular da 2ª Delegacia de Paraíso do Tocantins.

Conforme o comandante da PM, paralelamente ao inquérito da Polícia Civil, que culminou nos mandados de prisão cumpridos contra dois militares investigados por desvio de drogas apreendidas, também foi instaurado um inquérito policial militar. “Como a ação foi no quartel, o Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar dizem que o local é sujeito à administração militar, então esse foi o motivo de instauração de inquérito”, afirmou.

Questionado se discorda da forma em que a Polícia Civil abordou os militares alvo da Operação Fructus Putres, o comandante disse que não poderia se posicionar, porque o inquérito havia sido iniciado ontem. Sobre a ação de ontem na delegacia de Paraíso, o comandante afirma que a conduta dos militares será objeto de apuração, mas que a corporação em nenhum momento quis afrontar os policiais civis. “Iremos apurar eventuais excessos”, disse, ressaltando também que desconhece a informação de que foram encontradas drogas no batalhão e que isso também será investigado no inquérito.

Já Paniago afirmou que a deflagração da operação e a atuação do delegado tiveram o aval da Justiça. Porém, explicou que, como a ação foi feita em batalhão da PM, pode ter gerado um desconforto entre os militares, mas isso não significaria desarmonia entre as polícias. “O que não podemos fazer é pegar um fato isolado e dar uma dimensão. O delegado atuou autorizado pelo juiz e o promotor estava junto. Agora se houve excessos tem que chegar de forma oficial”, ressalta o subsecretário da SSP.

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