Estado

60% de pacientes na UTI do HGP estão com bactérias multirresistentes

Falta de materiais de higiene, de materiais para curativo e até de lençóis limpos leva ao aumento de internos com este quadro; falta ainda medicamentos e alimentação especial

Ministério Público Estadual/Divulgação
Representantes do MPE-TO e DPE-TO fizeram vistoria no HGP na tarde de ontem

A precariedade do Hospital Geral de Palmas (HGP) foi vistoriada, de novo, por representantes do Ministério Público (MPE-TO) e Defensoria Pública Estadual (DPE-TO), na tarde desta segunda-feira. Nesta visita, eles constataram algo mais alarmante que a falta de materiais e medicamentos: 14 dos 24 pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto portam bactérias multirresistentes, consequência, justamente, dessa falta de materiais de higiene, materiais para curativo e, inclusive, falta lençóis limpos para pacientes da UTI, o que os obriga a reutilizar a roupa de cama. As bactérias multirresistentes são de difícil tratamento com antibióticos.

Conforme divulgado pelo MPE-TO, onze pacientes da UTI adulta estão, também, sem alimentação enteral e parenteral, enquanto nove pacientes da mesma UTI não estão recebendo, sequer, os medicamentos prescritos pelos médicos.

Além de alimentação específica e medicamentos, falta materiais básicos como gazes, esparadrapos, compressas para banho, papel toalha, sabão, termômetros e estetoscópios.

O MPE-TO informou, ainda, que as aquisições de dieta especial para pacientes da UTI, realizadas pelo Governo do Estado, não seguem a padronização orientada pelo serviço de nutrição clínica, ou seja, mesmo quando alimentados, os pacientes não são nutridos adequadamente, tendo seu tratamento médico comprometido.

As informações levantadas serão acrescidas a duas ações judiciais já propostas pelo MPE-TO e DPE-TO.

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