Esporte

Inchaço da discórdia

Em documento enviado às federações, a Fifa vai adotar a partir de 2026, o torneio com 48 seleções

Michael Buholzer
Infantino acredita que o inchaço da competição incrementará o interesse

O Conselho da Fifa aprovou por unanimidade a proposta de aumentar a Copa do Mundo de 2026 de 32 para 48 seleções. A decisão foi publicada no Twitter oficial da federação internacional de futebol ontem.

Hábil articulador, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, negociou nos últimos meses um acordo para colocar mais 16 países na competição e tentar arrecadar mais. Ao ampliar o número de participantes, ele agrada a periferia do mundo do futebol, que terá mais chances de disputar o torneio.

Em seu post, a Fifa apenas informou que o novo formato do Mundial seria disputado em 16 grupos com três seleções. Mais detalhes serão divulgados após o encerramento da reunião do Conselho, que tem 37 membros, em Zurique (Suíça).

Contudo, pela proposta de Infantino, as duas melhores de cada grupo se classificariam para os mata-matas. Assim, o campeão do Mundial entraria em campo sete vezes, mesmo número de jogos da fórmula atual.

Inicialmente, Infantino defendia a Copa com 40 times, porém decidiu inchar ainda mais o torneio, agradando mais aliados e com a perspectiva de maior arrecadação. Com isso, o suíço deve conseguir pacificar os ânimos na entidade. Infantino foi eleito em fevereiro, numa votação apertada, com o discurso de moralizar e limpar a Fifada corrupção. Com a aprovação da proposta, a Fifa vai estimular que pelo menos dois países se unam em torno de candidaturas para receber o torneio. O presidente da Concacaf (que reúne os países da América do Norte, Central e Caribe), Víctor Montagliani, disse que pretende viabilizar a candidatura conjunta de México, Canadá e EUA.

Problemas com a mudança
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