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Palmas, 28 de julho de 2009

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A porcaria de gripe
Alexandre Garcia é jornalista
E-mail: alexgar@terra.com.br

Nunca vi, em toda a minha vida, os jornais - impressos, falados e televisados - ocuparem tanto espaço com uma doença como essa tal gripe suína. E faz dois meses que é o grande assunto. José Sarney agradece à gripe que tem merecido mais espaço do que o escândalo gerado pelas malfeitorias do presidente do Senado. A tal nova gripe já provocou queda da venda de produtos suínos, ainda que o porco nada tenha a ver com isso. Uma injustiça para os suinocultores. E também causou cerca de 40 mortes no inverno nos estados do sul. Sabem quanto a gripe comum, não-suína, matou no ano passado? 70.142 pessoas, segundo estatísticas do Ministério da Saúde, que devem ter deixado de somar muitas mortes por esse interiorzão onde não há registros de causa. A gripe comum, que ataca em geral os estados do sul no inverno, matou mais de 70 mil brasileiros o ano passado e não teve um milésimo da atenção, da preocupação das autoridades, muito menos espaço nos jornais e tempo no rádio e TV.


Corrupção aqui e acolá
Orion Milhomem Ribeiro é ex-vereador de Palmas (TO).
E-mail: orion-milhomem@uol.com.br

A política brasileira vive convalescendo-se de sua própria imagem perante a opinião pública, isso porque os seus principais personagens diariamente ocupam os noticiários, com fatos que em nada correspondem ao nobre mister. Tanto é assim que, se a população fosse pesquisada sobre a imagem do político, entre a defesa do bem comum ou a corrupção, associariam-na a esta última.