| Arte emperrada ReInauguração do memorial coluna prestes, prevista para
este mês, foi adiada por problemas técnicos no teatro de bolso; um novo orçamento será
elaborado para continuidade das reformas
Cinthia Abreu
Palmas
O Memorial Coluna Prestes foi inaugurado em 5 de outubro de
2001 e é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer em homenagem a Luís Carlos Prestes. O
espaço foi fechado em 2007 com promessa de reforma e entrega em no máximo um ano.
Passados dois anos, o museu e o teatro de bolso continuam fechados, embora esse último
já tenha sido utilizado para alguns eventos culturais.
Segundo a assessoria de comunicação da Fundação
Cultural do Estado (FCT), a reforma do Memorial Coluna Prestes foi iniciada, praticamente
concluída, e a inauguração estava prevista para este mês, mas foram detectados
problemas técnicos a serem consertados antes de ser inaugurado o Teatro de Bolso. Para
isso, é necessário que o Governo do Estado faça um novo contrato com a empresa que
fará a reforma e este caso é de responsabilidade da Secretaria Estadual de
Infraestrutura.
De acordo com a Secretaria Estadual de Comunicação
(Secom), foi executado o contrato inicial para reforma, mas após vistoria da Secretaria
da Infraestrutura, foram detectados novos problemas técnicos. Agora está sendo elaborado
um relatório e um novo orçamento. E após a conclusão, será feita nova licitação
para continuidade da recuperação do Memorial Coluna Prestes.
Repercussão
Como produtor cultural a gente lamenta qualquer dificuldade de espaço. São poucos
no Estado e qualquer impedimento de uso destes faz muita diferença. Temos o Theatro
Fernanda Montenegro com muito problema e agora o Memorial fechado todo este tempo. Na
medida em que o Memorial está perto dos hotéis e comporta produções leves, é
essencial que ele seja inaugurado o mais rápido possível, observa o produtor
cultural Marcelo Souza.
Souza lembrou ainda que antes de existir o problema da
falta de espaço para produções culturais, falta apoio para que elas aconteçam:
Acredito que estamos vivendo um nítido momento de complicação na cultura local.
É clara a dificuldade de lembrança da última estreia de teatro, dança e música. Os
editais do ano passado não foram pagos e agora há expectativa deste edital que a
Fundação Cultural do Estado lançou. É um conjunto de complicações e vemos um momento
muito difícil na produção cultural do Tocantins.
A opinião de Souza é compartilhada com outros produtores
culturais no que diz respeito às complicações que geram o fechamento do Memorial Coluna
Prestes. As casas de espetáculos são poucas no Estado e mesmo assim estão
frequentemente em reforma que duram anos. O Memorial é um ótimo espaço para
espetáculos de pequeno porte, bem estruturado, bem localizado e aconchegante, mas precisa
ser inaugurado logo. Porque apesar de existirem espaços grandes como o Fernanda
Montenegro e o Teatro do SESC, o Teatro de Bolso faz muita diferença para quem não
produz espetáculos tão grandes. Aí não disputa tanto em editais e concorrências com
grandes espetáculos. O espaço para visitação do museu também é um local importante
para a cidade, de valor histórico. Sempre que minha família, que mora fora do Estado,
vinha me visitar eu gostava de levá-los ao Memorial para eles conhecerem, diz a
atriz e produtora cultural Leidiane Martins.
| Saiba
mais |
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| Estrutura do
Memorial O Memorial Coluna
Prestes possui um museu, um teatro de bolso com capacidade para 90 pessoas e na porta do
prédio um escultura em bronze chamada de Cavaleiro da Luz, que representa
Luiz Carlos Prestes.
O espaço abriga um importante acervo que
está à disposição de pesquisadores, estudantes e comunidade. As visitas são
monitoradas por técnicos que explicam o acervo. Construído como forma de homenagear os
tenentes de 22 e a marcha realizada pela Coluna Prestes durante o Movimento Tenentista,
suas instalações foram projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer numa área de 570.40m².
O acervo é composto por fotografias,
documentos e objetos pessoais doados pela família de Luiz Carlos Prestes que rememoram a
marcha de 25 mil quilômetros feita pelo interior brasileiro, inclusive no Tocantins,
entre os anos 20 e 30. Algumas das peças em exposição são preciosidades, como as duas
armas que pertenceram aos comandantes do movimento e a única fotografia que reúne todas
as lideranças, e que tirada em Porto Nacional. Mapas mostram o roteiro do Movimento
Tenentista, que culminou com alguns poucos amotinados no Forte de Copacabana, no Rio de
Janeiro, e do qual nasceu a ideia de cruzar o País informando a população sobre a
necessidade de mudanças na política brasileira. |
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