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Palmas, 27 de fevereiro de 2010

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DE CARA LIMPA

Alexandre Nero vive primeiro personagem urbano na tevê em Entre Dois Amores

Depois de interpretar o vilão terêncio na novela paraíso, o ator global está ansioso para estrear na próxima novela das seis

Márcio Maio
TV Press

A lógica pode parecer estranha, mas se justifica. Alexandre Nero sempre quis interpretar na televisão um papel no qual pudesse se enxergar. E conseguiu ao ser escalado para integrar o elenco de Entre Dois Amores, próxima novela das 18 horas da Globo. Mesmo na pele de Gilmar, o grande vilão da história. Nero, que já gravou algumas cenas, experimenta interpretar um personagem mais próximo do seu cotidiano. Alguém que fala ao celular, anda na rua, entre outras coisas. Algo bem diferente do que vivia na pele do verdureiro Vanderlei, de A Favorita, e do peão Terêncio, de Paraíso. “Finalmente vou conseguir me ver ali. Sempre apareci muito marcado pela caracterização dos personagens. E, até esse trabalho, eram papéis muito distantes de mim”, explica o ator, sempre simpático e falante.

Na história, escrita por Elizabeth Jhin, Gilmar tenta faturar uma grana alta em cima do sofrimento do patrão, o médico Ricardo, papel de Humberto Martins, que perde seu filho logo no primeiro capítulo. Daniel, interpretado por Jayme Matarazzo, sofre um acidente de carro ao lado de uma mulher estranha, Viviane, a mocinha vivida por Nathália Dill. E como o rapaz deixou seu sêmen armazenado na clínica de fertilização artificial do pai, começa a busca pela mulher ideal para dar à luz esse herdeiro. “A ideia do Gilmar é encontrar essa mulher e levar até o chefe. Mas, é claro, com a intenção de ganhar dinheiro em cima disso”, adianta Alexandre, que interpreta o secretário do Dr. Ricardo.

Para encarnar o mau-caráter, Nero defende todas as vilanias de Gilmar. “Qualquer um pode ser o maior sacana do mundo, mas nunca acredita que ele é ruim. É com esse pensamento que pretendo desenvolver esse personagem”, analisa. E acredita que, por não se tratar de um assassino ou alguém desse tipo, muitos telespectadores podem se identificar com o papel. “Todos nós temos maldade. A diferença é que ficamos o tempo todo controlando para não deixar ela aflorar”, opina. E vê nisso a maior vantagem de interpretar um malvado. “Você não precisa se conter. É diferente de um mocinho, com reações mais controladas. Por isso acho que interpretar um vilão é mais fácil”, pondera.

ontratado da Globo pelos próximos três anos, tudo o que Alexandre Nero mais quer agora é aproveitar a televisão. Consagrado no cenário teatral e musical curitibano, o ator foi escalado para Entre Dois Amores no final de dezembro, mas já sabia que estaria no ar em 2010. “Eu estava reservado Passione, mas o Papinha (o diretor Rogério Gomes) veio com essa proposta, conversou com a outra equipe e ficou tudo certo”, comemora. Fazer a próxima novela das oito não era uma ideia que o desagradasse. O diferencial, na verdade, foi a questão artística. “Às 18 horas, eu faria o grande vilão. Em Passione, já existem muitos nomes de peso para que sobrasse um personagem tão bom para mim”, resume, completando que a decisão foi da emissora.

Além da novela, Nero tem outros planos profissionais para 2010. Mas não sabe muito bem para qual momento do ano. O ator passou algumas semanas em Curitiba assim que terminou Domingo:

Entre Dois Amores – Próxima novela das 18 horas da Globo, tem estreia prevista para abril.