| AGROPECUÁRIA Estado está em alerta contra a estomatite
Carlos Magno
Palmas
A doença (estomatite vesicular) é infecciosa e acomete
eqüinos, bovinos, suínos, mamíferos silvestres e até o homem, o que já preocupa a
Agência de Defesa Animal do Estado do Tocantins (Adapec). Segundo informou ontem a
coordenadora de sanidade Animal da Agência, Marilene Nesso, O Estado está em alerta para
estomatite vesicular. Em virtude da ocorrência de estomatite vesicular registrada
no município de Cavalcante (GO), fiscais da agência estão monitorando propriedades de
Arraias, que fazem divisa com o município goiano, num raio de até 6 km e a 15 km do
foco, explicou.
Marilene enfatiza que o objetivo da ação é verificar a
presença de animais doentes na região tocantinense, além de alertar os produtores para
o monitoramento diário do rebanho.
A doença não é tão contagiosa quanto a aftosa,
porém tem a mesma sintomatologia, a exemplo de afta e feridas na boca, na gengiva e
salivação, completou ela.
Segundo informou a Adapec, ao todo, mais de 20 propriedades
tocantinenses estão sendo vigiadas sanitariamente. No caso de registro da doença o
Ministério da Agricultura não exige o sacrifício dos animais contaminados, mas é
preciso fazer um acompanhamento sanitário, com exames sorológicos e período de
isolamento de 21 dias, a contar do fim dos sintomas do último animal infectado.
Notificação
A notificação internacional de estomatite vesicular é obrigatória, podendo
interferir no intercâmbio comercial internacional dos animais, como é o caso da Rússia
que suspende as certificações sanitárias de carne para exportações. O estado de
Goiás já está com a comercialização de carne suspensa para a Rússia. No início
deste ano, situação semelhante ocorreu no Mato Grosso, no município de Cocalinho; mas
60 dias depois do foco encontrado e contido, o estado já estava apto a exportar
novamente. Já Cocalinho continua impedido comercializar para a Rússia.
Controle
Tambem segundo informações da Agrodefesa do município de Cavalcante, em
Goiás, o município de Cavalcante está em uma zona de baixa densidade bovina, na qual a
maior parte dos rebanhos é composta de gado leiteiro de pequenos produtores. O município
também se localiza distante da área de maior produção bovina para corte. A doença foi
diagnosticada no final de junho em cinco bovinos. |