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Palmas, 22 de julho de 2008

AGROPECUÁRIA

Estado está em alerta contra a estomatite

Carlos Magno
Palmas

A doença (estomatite vesicular) é infecciosa e acomete eqüinos, bovinos, suínos, mamíferos silvestres e até o homem, o que já preocupa a Agência de Defesa Animal do Estado do Tocantins (Adapec). Segundo informou ontem a coordenadora de sanidade Animal da Agência, Marilene Nesso, O Estado está em alerta para estomatite vesicular. “ Em virtude da ocorrência de estomatite vesicular registrada no município de Cavalcante (GO), fiscais da agência estão monitorando propriedades de Arraias, que fazem divisa com o município goiano, num raio de até 6 km e a 15 km do foco”, explicou.

Marilene enfatiza que o objetivo da ação é verificar a presença de animais doentes na região tocantinense, além de alertar os produtores para o monitoramento diário do rebanho.

“A doença não é tão contagiosa quanto a aftosa, porém tem a mesma sintomatologia, a exemplo de afta e feridas na boca, na gengiva e salivação”, completou ela.

Segundo informou a Adapec, ao todo, mais de 20 propriedades tocantinenses estão sendo vigiadas sanitariamente. No caso de registro da doença o Ministério da Agricultura não exige o sacrifício dos animais contaminados, mas é preciso fazer um acompanhamento sanitário, com exames sorológicos e período de isolamento de 21 dias, a contar do fim dos sintomas do último animal infectado.

Notificação
A notificação internacional de estomatite vesicular é obrigatória, podendo interferir no intercâmbio comercial internacional dos animais, como é o caso da Rússia que suspende as certificações sanitárias de carne para exportações. O estado de Goiás já está com a comercialização de carne suspensa para a Rússia. No início deste ano, situação semelhante ocorreu no Mato Grosso, no município de Cocalinho; mas 60 dias depois do foco encontrado e contido, o estado já estava apto a exportar novamente. Já Cocalinho continua impedido comercializar para a Rússia.

Controle
Tambem segundo informações da Agrodefesa do município de Cavalcante, em Goiás, o município de Cavalcante está em uma zona de baixa densidade bovina, na qual a maior parte dos rebanhos é composta de gado leiteiro de pequenos produtores. O município também se localiza distante da área de maior produção bovina para corte. A doença foi diagnosticada no final de junho em cinco bovinos.