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Palmas, 13 de maio de 2008

Piada e crítica marcam palestra
do Casseta e Planeta

Elisangela Farias
Palmas

Com mais de dez livros lançados, os integrantes do Casseta e Planeta, Marcelo Madureira, Hubert e Hélio de La Peña estiveram, em Palmas, no último sábado, e, por meio do humor, advertiram que “ler educa”. Em um primeiro momento, eles lembraram da vasta produção publicada pelo grupo “são mais de três milhões de livros vendidos, um best seller”, disse Madureira em tom de brincadeira. Depois, depoimentos de celebridades sobre as obras. “Não gostei do livro dos Casseta. Cheirei ele todo até o final e não senti nada”, Maradona.

Mas foi o personagem Luiz Inácio Lula da Silva, interpretado por Hubert, que arrancou sorrisos da platéia. “Vim dar aula e ensinar como se fala corretamente a língua oficial do Brasil: o portupresa”. Daí em diante, piadas de cunho críticos. No telão a frase: “Os sem terra invadiu uma fazenda produtiva”, e, em seguida, o comentário: “Os sem terra não concorda com o predicado, eles não concordam com nada, com justiça...”

Interagindo a todo o momento com o público, Madureira e Hélio de la Peña, ironizou o caso de Ronaldinho com os travestis e deixou os presentes à vontade para fazer perguntas. Em relão ao imposto sobre os livros, Madureira disse que “os impostos no Brasil são altos, se fossem para melhorar a coletividade, mas o dinheiro vai para a corrupção. Se os preços dos livros fossem menores o brasileiro leria mais”.

Já sobre a definição de pautas para o programa, Hubert disse que na Globo, os autores têm a liberdade de fazerem o que quiser e quando há problemas, esses são negociados. “A carta branca é dada pelo público”, acrescentou Hélio.

Finalizando, Hélio disse que o programa é feito para todas as classes e que pretende atingir toda a família. “Se fosse só para uma classe não estaríamos na Globo. O nosso papel é divertir o público e não criar uma consciência política”, observou.