| CRÍTICAS FHC questiona poder de liderança de Dilma Rousseff
Para ex-presidente, pré-candidata petista é
apenas um reflexo de um líder; Tucano defende descrição de Serra
Carolina Freitas
São Paulo
Um dia depois de ter provocado a reação dos petistas com
o artigo publicado ) no jornal O Estado de S.Paulo, com críticas à estratégia que o
governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está adotando para as eleições deste
ano, Fernando Henrique Cardoso voltou ontem ao ataque, colocando em xeque a capacidade de
liderança da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à
sucessão presidencial. Ela não é líder. É reflexo de um líder (o presidente
Lula), disse ele, antes de participar da inauguração da Biblioteca de São Paulo,
espaço estadual que foi inaugurado pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
Indagado, contudo, se considerava Lula um líder, FHC riu e respondeu: Claro que
sim, eu não sou bobo.
Fernando Henrique fez também questão de comparar o
currículo de Serra, pré-candidato tucano à sucessão presidencial deste ano, com o de
Dilma Rousseff. A Dilma ainda não teve possibilidade de mostrar liderança. Serra
inspira confiança e tem liderança, já demonstrada no Ministério da Saúde, na
Prefeitura de São Paulo e no governo do Estado.
Apesar da clara defesa de Serra, o ex-presidente afirmou
que o governador paulista deve manter a discrição sobre sua provável candidatura ao
Palácio do Planalto. Questionado se Serra deveria mudar de atitude e falar sobre o pleito
deste ano, FHC respondeu: O PSDB tem de se posicionar. Tem candidato. (Mas) O
governador tem de esperar um pouco mais. O tucano esquivou-se, também, de definir
uma data para o anúncio da eventual candidatura Serra.
O ex-presidente tucano foi evasivo também ao falar sobre o
governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). O mineiro postulava a vaga de candidato
do PSDB nessas eleições presidenciais, mas desistiu da empreitada em dezembro.
Aécio está se dedicando a Minas Gerais. Seria deselegante dizer o que ele tem de
fazer.
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| Domingo Fernando Henrique voltou a reiterar pontos do artigo
publicado ontem no Estado. E disse que o governo Lula não promoveu mudanças
com relação à sua administração. Todos achavam que Lula mudaria tudo. Não
mudou, seguiu adiante no que eu tinha feito. Eu achei bom, ironizou. E continuou:
Eleição é futuro. Se o (PT) quiser, a gente compara, desde que seja dentro de um
contexto, não há o que temer. |
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