| Em Porto Alegre sete disputam Porto Alegre, (AE) - Em fase final de composições, sete
candidatos já se apresentaram para disputar o voto de 1,038 milhão de eleitores para a
prefeitura de Porto Alegre (RS). A campanha municipal volta a contar com três mulheres,
repetindo a presença feminina de 1996, e elas devem aproveitar a predominância das
eleitoras - a capital gaúcha tem 90 mil mulheres a mais que homens - para garimpar apoio.
O atual prefeito, José Fogaça (PMDB), ainda resiste em
oficializar sua candidatura à reeleição, mas ninguém duvida que ele irá concorrer. O
PMDB agendou convenção municipal para 29 de junho, no fim do prazo legal permitido, dia
30, que deve formalizar entendimento com PTB e PDT.
O PTB surpreendeu nas negociações desta semana, ao exigir
uma coligação proporcional exclusiva com o PMDB, sem incluir o PDT. A medida, na
avaliação do partido, seria uma forma de compensar a baixa que o PTB sofreu: em vez de
indicar o nome para vice-prefeito, cargo que ocupa atualmente na administração Fogaça,
a vaga deve ser preenchida pelo PDT. PT tenta retorno Para tentar retornar ao poder na
capital, que governou por 16 anos, o PT escolheu a deputada federal Maria do Rosário, que
vai liderar chapa com o presidente municipal, Marcelo Danéris. Sem contar com
tradicionais aliados como o PSB e PCdoB, o PT fará composição com o PRB. O PT fará
pré-convenção no dia 7 e, no dia 10, oficializa a chapa em convenção.
Aliados do passado ao PT, PSB e PCdoB estarão amparando a
candidatura da deputada federal Manuela DÁvila (PCdoB), que deve ter como vice o
deputado estadual Berfran Rosado (PPS).
Também disputado por Fogaça, o PP escolheu aliar-se ao
Democratas para a campanha do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM). A deputada federal
Luciana Genro (PSOL) completa a lista feminina na disputa pela prefeitura, que teria ainda
o deputado estadual Nélson Marchezan Júnior (PSDB). A pré-candidatura do tucano, no
entanto, está ameaçada por tentativa de aliança do PSDB com o PPS.
No PSC, o engenheiro e advogado Moacir Fischmann é o
indicado para disputar a prefeitura. O partido foi cortejado por PT e DEM, conta
Fischmann, mas espera manter a campanha majoritária independente, como forma de ganhar
visibilidade no Rio Grande do Sul, onde é pequeno. A legenda tem no Rio de Janeiro sua
principal força política. |