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Palmas, 08 de junho de 2008

Em Porto Alegre sete disputam

Porto Alegre, (AE) - Em fase final de composições, sete candidatos já se apresentaram para disputar o voto de 1,038 milhão de eleitores para a prefeitura de Porto Alegre (RS). A campanha municipal volta a contar com três mulheres, repetindo a presença feminina de 1996, e elas devem aproveitar a predominância das eleitoras - a capital gaúcha tem 90 mil mulheres a mais que homens - para garimpar apoio.

O atual prefeito, José Fogaça (PMDB), ainda resiste em oficializar sua candidatura à reeleição, mas ninguém duvida que ele irá concorrer. O PMDB agendou convenção municipal para 29 de junho, no fim do prazo legal permitido, dia 30, que deve formalizar entendimento com PTB e PDT.

O PTB surpreendeu nas negociações desta semana, ao exigir uma coligação proporcional exclusiva com o PMDB, sem incluir o PDT. A medida, na avaliação do partido, seria uma forma de compensar a baixa que o PTB sofreu: em vez de indicar o nome para vice-prefeito, cargo que ocupa atualmente na administração Fogaça, a vaga deve ser preenchida pelo PDT. PT tenta retorno Para tentar retornar ao poder na capital, que governou por 16 anos, o PT escolheu a deputada federal Maria do Rosário, que vai liderar chapa com o presidente municipal, Marcelo Danéris. Sem contar com tradicionais aliados como o PSB e PCdoB, o PT fará composição com o PRB. O PT fará pré-convenção no dia 7 e, no dia 10, oficializa a chapa em convenção.

Aliados do passado ao PT, PSB e PCdoB estarão amparando a candidatura da deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB), que deve ter como vice o deputado estadual Berfran Rosado (PPS).

Também disputado por Fogaça, o PP escolheu aliar-se ao Democratas para a campanha do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM). A deputada federal Luciana Genro (PSOL) completa a lista feminina na disputa pela prefeitura, que teria ainda o deputado estadual Nélson Marchezan Júnior (PSDB). A pré-candidatura do tucano, no entanto, está ameaçada por tentativa de aliança do PSDB com o PPS.

No PSC, o engenheiro e advogado Moacir Fischmann é o indicado para disputar a prefeitura. O partido foi cortejado por PT e DEM, conta Fischmann, mas espera manter a campanha majoritária independente, como forma de ganhar visibilidade no Rio Grande do Sul, onde é pequeno. A legenda tem no Rio de Janeiro sua principal força política.