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Palmas, 08 de junho de 2008

Para PT-RJ, parceria Lula-Cabral não sofre abalo

Rio, (AE) - Com críticas ao PMDB, acusado de ser uma “federação de caciques”, o presidente do PT fluminense, Alberto Cantalice, afirmou ontem que a “parceria” do governador do Rio, o peemedebista Sérgio Cabral Filho, com o presidente Lula “está acima da disputa” entre os dois partidos. Ele reconheceu que seria ingenuidade acreditar que Cabral Filho não participou da decisão de retirar o apoio ao pré-candidato petista a prefeito do Rio, Alessandro Molon, na semana passada. Mas indicou ser contra a proposta, levantada por setores do partido, de entregar os cargos que ocupam na administração estadual. As conseqüências do fim da aliança eleitoral de 2008 foram discutidas ontem pelo comando petista local, que antecipou uma reunião inicialmente marcada para domingo.

Ele admitiu que “há uma especulação” sobre a hipótese de Cabral Filho ter avalizado o rompimento. Da Grécia, o governador avalizou, por telefone, o abandono de Molon e a retomada da candidatura de Eduardo Paes, em conversa com o presidente da Assembléia Legislativa fluminense, Jorge Picciani. “Não seríamos ingênuos a ponto de achar que ele (Cabral Filho) não sabe. Mas queremos ouvir dele.”

A direção regional petista avalia que houve falta de unidade no PMDB em torno da coligação com o PT, o que teria causado o rompimento. “Eles não teriam conseguido maioria para firmar a aliança, e isso pegou muito mal”, declarou. Agora, eventuais candidatos petistas estão liberados para escolher seus aliados, em outros municípios. “Antes, havia uma prioridade com o PMDB. Agora não tem mais isso, fica a critério do que for melhor.”

Segundo Cantalice, a decisão de romper a aliança foi tomada de forma unilateral pelo PMDB, e os motivos apresentados - a suposta falta de contrapartida do PT em alguns municípios -, foram apenas “pretexto para o rompimento”. “A situação foi constrangedora. Agora, vamos aguardar o Cabral, para ver o que ele tem a dizer, manter a candidatura do Molon e disputar.”