| Para PT-RJ, parceria Lula-Cabral não sofre abalo Rio, (AE) - Com críticas ao PMDB, acusado de ser
uma federação de caciques, o presidente do PT fluminense, Alberto Cantalice,
afirmou ontem que a parceria do governador do Rio, o peemedebista Sérgio
Cabral Filho, com o presidente Lula está acima da disputa entre os dois
partidos. Ele reconheceu que seria ingenuidade acreditar que Cabral Filho não participou
da decisão de retirar o apoio ao pré-candidato petista a prefeito do Rio, Alessandro
Molon, na semana passada. Mas indicou ser contra a proposta, levantada por setores do
partido, de entregar os cargos que ocupam na administração estadual. As conseqüências
do fim da aliança eleitoral de 2008 foram discutidas ontem pelo comando petista local,
que antecipou uma reunião inicialmente marcada para domingo.
Ele admitiu que há uma especulação sobre a
hipótese de Cabral Filho ter avalizado o rompimento. Da Grécia, o governador avalizou,
por telefone, o abandono de Molon e a retomada da candidatura de Eduardo Paes, em conversa
com o presidente da Assembléia Legislativa fluminense, Jorge Picciani. Não
seríamos ingênuos a ponto de achar que ele (Cabral Filho) não sabe. Mas queremos ouvir
dele.
A direção regional petista avalia que houve falta de
unidade no PMDB em torno da coligação com o PT, o que teria causado o rompimento.
Eles não teriam conseguido maioria para firmar a aliança, e isso pegou muito
mal, declarou. Agora, eventuais candidatos petistas estão liberados para escolher
seus aliados, em outros municípios. Antes, havia uma prioridade com o PMDB. Agora
não tem mais isso, fica a critério do que for melhor.
Segundo Cantalice, a decisão de romper a aliança foi
tomada de forma unilateral pelo PMDB, e os motivos apresentados - a suposta falta de
contrapartida do PT em alguns municípios -, foram apenas pretexto para o
rompimento. A situação foi constrangedora. Agora, vamos aguardar o Cabral,
para ver o que ele tem a dizer, manter a candidatura do Molon e disputar. |