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Palmas, 04 de setembro de 2009

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JUDICIÁRIO

Empresa ingressa com agravo no TJ e procura MPE

Palmas - O gerente da empresa Confiança Administração e Serviços Ltda, Hamilton Guimarães, protocolou, ontem, um agravo regimental no Tribunal de Justiça (TJ) e um pedido de investigação no Ministério Público Estadual (MPE) para tentar reverter a anulação de contrato para prestação de serviços de limpeza com o TJ.

Vencedora de pregão público realizado em 2007, a Confiança era responsável pela limpeza, manutenção e conservação dos prédios do TJ, Fórum e juizados da comarca de Palmas desde o começo do ano passado. Depois de processo administrativo realizado para apurar supostas falhas, seu contratou foi rescindido pela presidente do TJ, desembargadora Willamara Leila. A situação foi retratada pelo Jornal do Tocantins na edição de domingo e pela TV Anhanguera ao longo da semana.

No agravo, a empresa, que chegou a obter liminar favorável da juíza da 4ª Vara da Fazenda Pública, Flavia Alfini Bovo, faz uma exposição dos fatos em 25 folhas que comprovariam, segundo a Confiança, problemas no procedimento administrativo.

Outro argumento utilizado pela empresa é o financeiro. A Confiança sustenta que a anulação do seu contrato gerou uma “grave ofensa à ordem e à economia pública”, pois os valores cobrados pela empresa eram de R$ 89.543,78 mensais, enquanto a empresa substituta, que foi contratada em caráter emergencial e sem licitação, cobra a quantia de R$ 222.457,69 por mês. Ao MPE, a Confiança solicita que a anulação do contrato seja investigada pelo órgão.

Entrevista
Ontem, depois de seis dias, a presidente do TJ recebeu a reportagem no seu gabinete e falou sobre o assunto. A desembargadora ressaltou não ter falado com os meios de comunicação antes porque queria tomar conta de toda a situação.

A magistrada salientou que o processo administrativo foi correto e garantiu a lisura do procedimento, destacando que a Confiança teve direito a ampla defesa. Segundo a desembargadora, desde que assumiu os problemas com qualidade do serviço prestado já aconteciam.

Ela afirmou que solicitou melhorias várias vezes para a empresa melhorar o seu serviço. Segunda ele, isso não ocorreu. Ao comentar sobre o valor maior que é pago a empresa substituta, desembargadora argumentou que isso se deve a melhoria dos produtos utilizados para a limpeza, nos materiais utilizados pelos funcionários e no aumento de 30 colaboradores.

A presidente afirmou, ainda, que na próxima semana já deverá ser publicado o edital de licitação para contratação da empresa que trabalhará em definitivo. Segundo ela, a tendência é que o valor pelo serviço prestado em Palmas baixe um pouco por causa da concorrência.

A exemplo do que o TJ fez em três notas diferentes ao longo da semana, ela destacou que o Tribunal está a disposição dos órgãos de fiscalização, ressaltando que os “servidores público tem dar satisfação sobre seus atos”. (Daniel Machado)