| RCED 698 Decisão sobre embargos de declaração pode sair na terça
TSE chegou a confirmar previsão ontem à tarde,
mas à noite voltou atrás e deixou possibilidade em aberto
Daniel Machado
Palmas
Os quatro embargos de declaração (recursos) contra o
resultado do Recurso Contra Expedição de Diploma N.º 698 (Rced 698) podem ser julgados
na próxima terça-feira, dia 8 de setembro. Na tarde de ontem, a Assessoria de
Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a confirmar que havia previsão
para o julgamento na terça-feira. No entanto, por volta das 19h10 a assessoria contatou o
Jornal do Tocantins para dizer que o próprio gabinete do relator Felix Fischer informara
que a confirmação, antes dada como certa, não existia mais. Hoje à tarde o ministro
deve informar novidades sobre o caso.
Caso o julgamento dos embargos ocorra mesmo na terça-feira
não haverá contrarazões das partes, procedimento que seria inédito do TSE em relação
aos governadores cassados.
No julgamento do Rced, terminado na madrugada do dia 26 de
junho, o TSE cassou os diplomas do governador Marcelo Miranda (PMDB) e de seu vice Paulo
Sidnei (PPS) e determinou a realização de eleições indiretas no Tocantins. Pela
decisão do TSE, a saída da dupla governista dos cargos deve acontecer após o julgamento
dos embargos.
Dos recursos, um pertence a Marcelo e Sidnei, dois são dos
respectivos partidos da dupla - PMDB e PPS - e o outro é do ex-governador Siqueira Campos
(PSDB) e do PSDB - responsáveis por mover o Rced no TSE.Sem se estender, os advogados de
Marcelo e Siqueira comentaram a aproximação do julgamento. Juvenal Kleyber, que
representa o ex-governador tucano, frisou confiar em Deus em primeiro lugar e
ressaltou ter a esperança de que os ministros, caso confirmem a decisão de não dar
posse aos segundos colocados (os tucanos Siqueira e Ronaldo Dimas), optem por determinara
realização de eleições diretas para o mandato que se encerra no final do próximo ano.
Kleyber, que preferiu não se estender nos argumentos
jurídicos, destacou que a eleição indireta é um procedimento ultrapassado.Já Admar
Gonzaga, advogado de Marcelo e Sidnei, sustentou que a defesa confia nas argumentações
do embargo, em especial na alegação de que o caso se trata de uma questão de
ordem pública. Ele se referiu ao fato de que o Rced não poderia ser avaliado
diretamente no TSE e, por não passar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Tocantins,
teria que ser anulado.
Argumentos
Cassados pelo placar de sete a zero sob a acusação de prática de abuso de poder
político nas eleições de 2006, Marcelo e Sidnei questionam a regra de
competência, porque o RCED não foi julgado anteriormente no Tribunal Regional
Eleitoral do Tocantins (TRE-TO). Para eles, a diplomação dos eleitos pelo TRE,
apenas um ato administrativo, não pode ser entendida como decisão a ser
questionada no TSE.
Caso esse argumento seja considerado improcedente, Marcelo
e Sidnei contestam as denúncias que levaram por abuso de poder político a cassação da
dupla.
Tucanos
Já o segundo colocado em 2006 e seu vice, Ronaldo Dimas (PSDB), tentam mudar a decisão,
por meio da posse ao segundo colocado, com uma tese sustentada nos princípios
constitucionais da razoabilidade e da proporcionalidade. Para isso, argumentam que o
fato de Siqueira e Dimas terem obtido 310.068 votos em 2006 e os 24 deputados estaduais
eleitos na Assembleia 284.816 torna a eleição indireta ilegítima e afirmam
que a diferença de votos obtidos por Siqueira e Dimas, em relação aos parlamentares,
poderia eleger mais quatros deputados estaduais.Em caso da ascensão ao poder não
prosperar, além de pedir que Marcelo e Sidnei sejam considerados inelegíveis, Siqueira e
Dimas defendem eleição direta, com a participação dos mesmos candidatos de 2006 e que
os partidos PMDB e PPS sejam excluídos da nova eleição por responsabilidade
partidária aos cassados.
| Confusão
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| Informações Ontem à tarde, a Assessoria de Comunicação do
TSE, após consultar os gabinetes da Presidência da casa e do relator Felix Fischer,
informou que o julgamento dos embargos do Rced 698 estava marcado para terça-feira. À
noite, a mesma assessoria entrou em contato com o JTo, pediu desculpas e informou que a
confirmação não existia mais. Hoje, segundo a assessoria, o ministro Fischer deve dar
um encaminhamento ao processo. A chance de o julgamento ocorrer na terça, porém, está
mantida. |
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