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Palmas, 02 de julho de 2009

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RCED 698

Deputados trabalham para
ter um candidato da Casa

Deputados avaliam que se pleito for mesmo indireto
governo tampão deve ser exercido por um parlamentar

Lailton Costa
Palmas

Se a Justiça confirmar que será mesmo indireta a forma da escolha do novo chefe do Poder Executivo do Tocantins para concluir o mandato do governador Marcelo Miranda (PMDB), cassado por abuso de poder político nas eleições de 2006, a tendência entre os deputados pode ser a escolha de um dos 24 parlamentares para cumprir o mandato tampão até dezembro de 2010. Esta é a avaliação de 1/4 dos parlamentares ouvidos pelo JTo, entre terça e quarta-feira.

“Olha, em meio a tantas discussões existe uma vontade, hoje, de eleger um deputado, agora tem que aguardar primeiro as decisões que não estão finalizadas”, garantiu um vice-líder de um bloco com partidos da base gorvernista. Segundo ele, já há discussões nesse sentido, mas tudo dependerá das convenções e as conversas dependem “do momento em que vir as normas de como vai ser esse pleito”. “Mas há essa tendência”, ressaltou.Outro deputado da base governista que disse considerar “fora de qualquer conjectura” a escolha, pelos deputados, de um governador que não saia de dentro do próprio Legislativo. “A Assembleia tem maturidade, tem bons nomes e vamos trabalhar para formar uma coalizão de partidos e de toda a sociedade, com todas as lideranças, mas acho muito difícil elegermos alguém de fora”, acrescentou o governista.

Um terceiro deputado de apoio ao Governo Estadual, disse não acreditar que o parlamento escolha alguma liderança externa ao legislativo. “Teremos um governo afinado com as demandas do legislativo”, disse ele ao frisar que existiriam três nomes bem cotados para a dipusta, embora só citasse o do presidente do Legislativo, Carlos Gaguim (PMDB).

Dissidência
Outro governista, do mesmo partido do presidente, sustenta, porém, que, mesmo se já existir esse acordo, seu voto “independe” dele. “A Assembleia tem um colegiado responsável, de lideranças e pode até haver esta tendência, mas não tenho dúvida que iremos escolher o melhor nome”, afirmou, ao garantir não ter conhecimento de reuniões para fechar esse acordo.

Oposição
Para um dos líderes do bloco de oposição, o entendimento “não procede”, porque, se se confirmar as eleições indiretas, qualquer um pode ser candidato. “Não há condições de a assembleia fazer esse tipo de acordo para fechar as portas para os de fora e deixar para oferecer o que estão chamando de vice, porque não existe ainda um fato concreto. E fato concreto só existirá depois que julgar todos os recursos”, argumentou.O parlamentar ressaltou que defende as eleições diretas. “Eu acho que é matéria constitucional, há possibilidade de ter uma eleição direta”, disse, ao frisar que somente “afastada a possibilidade da eleição direta” discutirá a forma indireta. “Acho que aí se vai sentar para discutir essa questão da indireta e se buscar as alternativas não só entre os deputados”, afirmou.

“É claro que os deputados tem essa facilidade por estarem reunidos, em contato, mas os que virão de fora, há lideranças fora e tudo isso em que ser cotejado por uma força maior e tudo isso tem que ser analisado com a profundidade que o caso requer”, concluiu.

Deputados
Colégio Eleitoral

PMDB
Carlos Gaguim, Iderval Silva, Eli Borges, Josi Nunes, Júnior Coimbra e Sandoval Cardoso

DEM
Angelo Agnolin - César Halum - Paulo Roberto e Toinho Andrade

PR
Amélio Cayres, Luana Ribeiro e Pedro Lima

PSDB
Raimundo Moreira e Stalin Bucar

PT
Manoel Queiroz e Solange Duailibe

PP
Cacildo Vasconcelos e Raimundo Palito

PPS
Eduardo do Dertins

PDT
Fábio Martins

PSC
José Viana

PV
Marcelo Lelis

PTB
José Geraldo