| RCED 698 Deputados trabalham para
ter um candidato da Casa
Deputados avaliam que se pleito for mesmo indireto
governo tampão deve ser exercido por um parlamentar
Lailton Costa
Palmas
Se a Justiça confirmar que será mesmo indireta a forma da
escolha do novo chefe do Poder Executivo do Tocantins para concluir o mandato do
governador Marcelo Miranda (PMDB), cassado por abuso de poder político nas eleições de
2006, a tendência entre os deputados pode ser a escolha de um dos 24 parlamentares para
cumprir o mandato tampão até dezembro de 2010. Esta é a avaliação de 1/4 dos
parlamentares ouvidos pelo JTo, entre terça e quarta-feira.
Olha, em meio a tantas discussões existe uma
vontade, hoje, de eleger um deputado, agora tem que aguardar primeiro as decisões que
não estão finalizadas, garantiu um vice-líder de um bloco com partidos da base
gorvernista. Segundo ele, já há discussões nesse sentido, mas tudo dependerá das
convenções e as conversas dependem do momento em que vir as normas de como vai ser
esse pleito. Mas há essa tendência, ressaltou.Outro deputado da base
governista que disse considerar fora de qualquer conjectura a escolha, pelos
deputados, de um governador que não saia de dentro do próprio Legislativo. A
Assembleia tem maturidade, tem bons nomes e vamos trabalhar para formar uma coalizão de
partidos e de toda a sociedade, com todas as lideranças, mas acho muito difícil
elegermos alguém de fora, acrescentou o governista.
Um terceiro deputado de apoio ao Governo Estadual, disse
não acreditar que o parlamento escolha alguma liderança externa ao legislativo.
Teremos um governo afinado com as demandas do legislativo, disse ele ao frisar
que existiriam três nomes bem cotados para a dipusta, embora só citasse o do presidente
do Legislativo, Carlos Gaguim (PMDB).
Dissidência
Outro governista, do mesmo partido do presidente, sustenta, porém, que, mesmo se
já existir esse acordo, seu voto independe dele. A Assembleia tem um
colegiado responsável, de lideranças e pode até haver esta tendência, mas não tenho
dúvida que iremos escolher o melhor nome, afirmou, ao garantir não ter
conhecimento de reuniões para fechar esse acordo.
Oposição
Para um dos líderes do bloco de oposição, o entendimento não procede,
porque, se se confirmar as eleições indiretas, qualquer um pode ser candidato.
Não há condições de a assembleia fazer esse tipo de acordo para fechar as portas
para os de fora e deixar para oferecer o que estão chamando de vice, porque não existe
ainda um fato concreto. E fato concreto só existirá depois que julgar todos os
recursos, argumentou.O parlamentar ressaltou que defende as eleições diretas.
Eu acho que é matéria constitucional, há possibilidade de ter uma eleição
direta, disse, ao frisar que somente afastada a possibilidade da eleição
direta discutirá a forma indireta. Acho que aí se vai sentar para discutir
essa questão da indireta e se buscar as alternativas não só entre os deputados,
afirmou.
É claro que os deputados tem essa facilidade por
estarem reunidos, em contato, mas os que virão de fora, há lideranças fora e tudo isso
em que ser cotejado por uma força maior e tudo isso tem que ser analisado com a
profundidade que o caso requer, concluiu.
| Deputados
|
|
| Colégio
Eleitoral PMDB
Carlos Gaguim, Iderval Silva, Eli Borges, Josi Nunes, Júnior Coimbra e Sandoval Cardoso
DEM
Angelo Agnolin - César Halum - Paulo Roberto e Toinho Andrade
PR
Amélio Cayres, Luana Ribeiro e Pedro Lima
PSDB
Raimundo Moreira e Stalin Bucar
PT
Manoel Queiroz e Solange Duailibe
PP
Cacildo Vasconcelos e Raimundo Palito
PPS
Eduardo do Dertins
PDT
Fábio Martins
PSC
José Viana
PV
Marcelo Lelis
PTB
José Geraldo |
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