| JUSTIÇA Audiência pública discute
hoje o Judiciário do Estado
Evento, que acontece a partir das 13 horas, no TJ,
será
presidido pelo corregedor nacional, ministro Gilson Dipp
Eduardo Lobo
Palmas
O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) preside uma audiência pública a partir das 13h30 de
hoje, no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO), em Palmas. Na
audiência, tanto a comunidade quanto as instituições ligadas ao Judiciário podem
participar levando denúncias, sugestões e críticas sobre a atuação da Justiça comum
no Tocantins. As inscrições para falar na audiência pública foram realizadas ontem.
Contudo, quem quiser apresentar sua manifestação sobre o Judiciário estadual ainda pode
fazer o registro hoje, das 9h30 às 12 horas e das 14 às 19 horas, no TJ-TO. Quem estiver
interessado deve levar documento de identificação válido com foto e endereço para
contato.
De acordo com o CNJ, o Judiciário estadual, através do
Sistema Justiça Aberta informou que existiam, em abril deste ano, 14.900 processos
aguardando atos judiciais diversos de sentença há mais de 100 dias. Outros 42.599
processos aptos a serem enviados para decisão judicial. Atualmente, o TJ-TO tem 272.038
processos em tramitação, de acordo com dados da Corregedoria do órgão. Uma média de
12 a 13 mil processos dão entrada mensalmente na Justiça tocantinense. Segundo o sistema
de informação do TJ-TO, o total de 4.771 processos estão nos gabinetes dos
desembargadores no Estado.
A ação faz parte da inspeção do CNJ nas unidades
judiciárias e administrativas da Justiça comum nos estados brasileiros. Cinco juízes
auxiliares do CNJ estão no Estado realizando a inspeção desde o último dia 29. Os
magistrados analisam dados em cartórios extra-judiciais (cartórios de notas e de
registros de imóveis). A equipe do CNJ vai realizar também o registro de críticas,
denúncias e sugestões sobre o funcionamento da Justiça no Estado. Na audiência, cada
inscrito terá cinco minutos para falar.
TRÂMITES
De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria do CNJ, Ricardo Cunha Chimenti, a inspeção
é realizada no Judiciário estadual, mas as denúncias podem ser feitas também sobre a
Justiça Federal e Trabalhista. Se faz aqui três trabalhos, inspeção dos juízes
e dos assessores dentro dos cartórios, dos auditores na parte de recursos humanos. O
outro é o atendimento individualizado, disse. A pessoa pode narrar seu
problema com a Justiça, de forma que o CNJ possa acompanhar o que está acontecendo. E o
terceiro trabalho é a audiência pública que será realizada amanhã (hoje).
Questionado se é grave o número de processos acumulados
no Estado, Chimenti, disse que os dados indicam que pode estar ocorrendo algum atraso ou
que há algum equívoco no fornecimento de dados ao CNJ. Vamos fazer uma visita nos
cartórios e uma verificação em cada um deles de todos os processos que estão parados.
Vamos passar por todos os gabinetes dos juízes e dos desembargadores. É importante ver
no final o números exatos de quanto se tem de atraso e o que gera esse atraso. Vamos
fazer uma análise das documentações.
Os trabalhos do Corregedoria do CNJ devem durar uma semana
no Estado. Após isso, deve haver um mês de análise dos dados colhidos. O TJ-TO terá um
mês para se adequar às orientações do Conselho. Segundo informações do CNJ, como em
julho não há sessões, as orientações só devem ser finalizadas no final do mês de
agosto. Antes do Tocantins, outros quatro estados esperam a análise das inspeções. Para
as denúncias, o CNJ deve instaurar processos que podem ser acompanhados pela sociedade.
| Número
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| Processos Des. Liberato Póvoa - 842
Desª Jacqueline Adorno - 725
Des. Carlos Souza - 635
Des. Luiz Gadotti - 599
Des. Amado Cilton - 395
Des. Moura Filho - 381
Des. José Neves - 318
Des. Marco Villas Boas - 231
Desª Willamara Leila - 199
Des. Antônio Félix - 198
Des. Daniel Negry - 193
Des. Bernardino Lima Luz - 55 |
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