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Palmas, 02 de julho de 2009

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ILHAS COMORES

Sobrevivente do desastre volta à França

Moroni, Ilhas Comores (AE) - O ministro francês para cooperação internacional, Alain Joyandet, disse que Bahia Bakari, a adolescente de 14 anos que foi a única sobrevivente da queda de um avião iemenita, já voltou a Paris, após ter sido hospitalizada em Comores com a clavícula fraturada. Ela deixou a nação insular em um jatinho fretado.

O Airbus 310 da empresa aérea Yemenia, do Iêmen, transportava 153 pessoas quando caiu no oceano na terça-feira, ao norte das Ilhas Comores. Bahia Bakari segurou-se nos destroços da aeronave por mais de 13 horas antes que equipes de resgate a encontrassem no Oceano Índico.

“É um verdadeiro milagre. Ela é uma jovem corajosa”, disse Joyandet. Ele afirmou que ela se segurou num pedaço do avião da 1h30 da madrugada até as 15 horas da terça-feira, quando fez sinais para um bote que passava e foi resgatada. “Ela demonstrou uma incrível força física e moral”. “Fisicamente, ela está fora de perigo, mas evidentemente está muito traumatizada”, completou ele. A menina viajava com sua mãe que, acredita-se, esteja morta. Elas deixaram Paris na noite de segunda-feira para visitar a família em Comores.

Os passageiros estavam fazendo a última parte do trajeto de Paris e Marselha para Comores, com uma parada no Iêmen para troca de avião. A maioria dos passageiros era de Comores. Sessenta e seis tinham nacionalidade francesa. O pai da menina disse à rádio francesa que sua filha mais velha “mal sabe nadar”, mas conseguiu se manter sobre a água. Kassim Bakari, que falou com a filha por telefone, disse que Bahia foi expelida do avião e descobriu-se ao lado da aeronave.

“Ela não sentiu nada e descobriu-se dentro d’água. Ela ouviu pessoas falando ao seu redor mas não conseguiu ver ninguém no escuro”, disse Bakari à rádio francesa RTL, em Paris, onde vive.

Saiba mais
Voo 447

Apesar de já terem se passado 31 dias do acidente com o Airbus da Air France que fazia a rota Rio-Paris, ainda há esperanças de se encontrar as caixas-pretas do avião, segundo o diretor-geral da Air France, Pierre-Henri Gourgeon. Ele se encontrou ontem no Rio com as famílias das vítimas brasileiras durante uma missa e disse que as autoridades francesas vão continuar as buscas submarinas por pelo menos mais 20 dias. “As sondas dos submarinos ainda podem captar sinais na área onde o avião provavelmente caiu”, acredita.